Neste canal são encontradas as séries históricas e estatísticas divulgadas pelo IBGE. Os dados podem ser consultados online através de tabelas, gráficos e mapas temáticos ou baixados para análise posterior.

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famílias e domicílios


1. Família
O padrão das famílias brasileiras pode ser analisado através dos resultados de pesquisas do IBGE, principalmente, PNAD e Censo Demográfico. Tipos de família ( família unipessoal, casal com ou sem filhos, mulher sem cônjuge),   tamanho da família,  características de sexo e idade das pessoas de referência da família são  indicadores que, combinados,  revelam esse padrão. 
            Uma comparação, no tempo e no espaço, desse padrão deve considerar as características sócio-culturais e demográficas dos períodos e dos lugares selecionados para análise. O nível de educação,  a taxa de atividade feminina e o tipo de inserção da mulher no mercado de trabalho, o consumo de equipamentos domiciliares modernos (freezer, máquina de lavar, computador e internet), são algumas das características sócio-culturais que impactam os hábitos das famílias, traduzidos pelos indicadores demográficos de fecundidade e nupcialidade.

(Ver os temas: População e Demografia; Educação; Mercado e Força de Trabalho)

2. Domicílio
As condições de vida da população brasileira podem ser avaliadas, dentre outros indicadores, pelo padrão de moradia no país. Através dos resultados de pesquisas do IBGE, domiciliares censitárias, Censo Demográfico, e domiciliares amostrais, PNAD, é possível acompanhar o desenvolvimento desse padrão, que é constituído dos indicadores de acesso aos serviços públicos urbanos (abastecimento de água, esgotamento sanitário e  coleta de lixo; transporte e lazer);  indicadores de qualidade dos domicílios ( tipo de material utilizado na construção da moradia), indicadores de condição de ocupação do domicílio (próprio, alugado, cedido) e do terreno onde está construído; indicadores de acesso aos bens duráveis modernos, tais como freezer, computador,  internet, os quais  expressam as transformações ocorrendo no País. 
      Na avaliação desses indicadores, além das desigualdades sócio- econômicas e cultural das famílias, deve-se levar em conta as heterogeneidades regionais e a situação rural e urbana dos domicílios.

Fontes de dados

Pesquisas domiciliares do IBGE, principalmente, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) e Censo Demográfico.


Subtemas:
características dos domicílios
saneamento básico
Periodicidade: Anual Período: 2001-2009
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Definição:
- saneamento básico:
É caracterizado através dos seguintes indicadores:  abastecimento de água, esgotamento sanitário, filtro de água, uso de instalação sanitária e destino do lixo.

- instalação sanitária - utilização
Uso da instalação sanitária, considerando-se como banheiro ou sanitário o local que, pelo menos, tenha um espaço (vaso sanitário, buraco etc.) destinado a receber dejetos humanos.
1 - Só do domicilio banheiro ou sanitário de uso exclusivo dos moradores do domicílio;
2 - Comum a mais de um: banheiro ou sanitário de uso comum dos moradores de mais de um domicílio, desde que localizados no mesmo terreno ou propriedade;
3 - Não tem: quando não existir qualquer tipo de banheiro ou sanitário no domicílio ou no terreno em que ele se encontra. 
9 - Sem declaração



Comentário:
1 - Os  indicadores de saneamento básico ( abastecimento de água, canalização do esgoto, coleta de lixo) são a condição mínima necessária para a qualificação da moradia urbana como adequada.  Este indicador, combinado com outros indicadores de condição de ocupação do domicílio (moradia alugada, própria, cedida), qualidade  do material utilizado na cobertura, piso, teto;  propriedade do terreno onde o mesmo se encontra, e  acesso à energia elétrica e aos canais de comunicação (correio, telefone fixo e celular, internet, dentre outros),  expressam o padrão de vida da população pela ótica da habitação.

- As séries históricas desses indicadores, cujos dados são produzidos pelo IBGE, nos Censos Demográficos e PNADs,  permitem acompanhar a situação da habitação no País, e podem ser utilizados como subsídio ao planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas de habitação. 

Tipo de dado:
Abrangência Geográfica: Unidade Territorial: Localidade:

Ocultar/Exibir Fonte:
IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2001-2009.

*Considerações sobre a limitação da abrangência geográfica e temporal das séries com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Tendo em vista os problemas metodológicos na comparação, entre décadas, dos resultados da PNAD (ver PNAD - Notas Técnicas, pp. 23;17 -19), a seguinte particularidade das séries históricas deve ser registrada:

   As séries que apresentam dados absolutos não ultrapassam o período de uma década, mas  cobrem todos os níveis geográficos de divulgação da pesquisa ( Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e 9 Regiões Metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre). O inverso ocorre nos casos de séries que apresentam apenas dados relativos (percentuais),  que podem cobrir períodos mais longos mas, no entando, em virtude da variabilidade das situações urbano-rural entre décadas, estas séries somente são apresentadas para os níveis geográficos de Brasil e Grandes Regiões ( Regiões Geográficas: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste) .

Para assegurar a  comparabilidade dos dados é imprescindível :

1.  a ponderação dos dados pela correção da projeção populacional baseada nos censos demográficos.
As PNADs de 1984 a 1990, 1992 a 1996, e de 2001 a 2007 foram reponderados e resultaram, inclusive, em valores diferentes dos originalmente publicados pelo IBGE. 
Série 80: Os dados de 1984 a 1990 encontram-se reponderados pela correção da projeção populacional baseada nos resultados do Censo Demográfico de 1991; 
Série 90: Os dados de 1992 a 1996 encontram-se reponderados pela correção da projeção populacional baseada nos resultados da Contagem Populacional de 1996. Os dados de 1999 encontram-se reponderados pela projeção populacional baseada nos resultados do Censo 2000; 
Série 2000: Os dados de 2001 a 2007 encontram-se reponderados pela correção da projeção populacional baseada nos resultados da Contagem Populacional de 2007.

2. a consideração de que, além da variabilidade das situações urbano e rural no que diz respeito às fronteiras entre ambas, a abrangência geográfica da PNAD sofreu alterações ao longo dos anos. A abrangência atual foi alcançada gradativamente:
- em 1967, quando foi a campo pela primeira vez, ficou restrita à área que hoje compreende o Estado do Rio de Janeiro;
- em 1981, a abrangência geográfica foi ampliada, passando a excluir somente a área rural da antiga Região Norte, que compreendia as seguintes Unidades da Federação: Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Para as pesquisas da década de 1990 e para as de 2001, 2002 e 2003, essa abrangência geográfica foi mantida, ou seja, a PNAD continuou a cobrir todo o País, com exceção da área rural dessas seis Unidades da Federação;
- em 2004, a PNAD foi implantada na área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá e alcançou a cobertura completa do Território Nacional.

Para maiores esclarecimentos ver
PNAD - Notas Técnicas ( pp 17-23):
Comparabilidade dos dados da série histórica ( pp.23)
Evolução histórica da pesquisa (pp. 17-22)


Consulte os metadados

Ocultar/Exibir  Nota   

1 - Até 2003, exclusive os domicílios da área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
2 - Nos anos de censo demográfico a PNAD não vai a campo; em 1994 a Pnad não foi realizada.
3 -  Os dados desta tabela encontram-se reponderados pela correção da projeção populacional baseada nos resultados da Contagem Populacional de 2007, resultando em valores diferentes dos originalmente publicados pelo IBGE.






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